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sábado, 18 de março de 2017

Filme do Dia: Vício Inerente (2014), Paul Thomas Anderson


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Vício Inerente (Inherent Vice, EUA, 2014). Direção: Paul Thomas Anderson. Rot. Adaptado: Paul Thomas Anderson, a partir do romance de Thomas Pynchon. Fotografia: Robert Elswit. Música: Jonny Greenwood. Montagem: Leslie Jones. Dir. de arte: David Crank & Ruth De Jong. Cenografia: Amy Wells. Figurinos: Mark Bridges. Com: Joaquin Phoenix, Katherine Waterston, Joanna Newsom, Josh Brolin, Jordan Christian Hearn, Taylor Bonin, Benicio Del Toro,  Eric Roberts, Owen Wilson, Serena Scott Thomas, Maya Rudolph, Martin Dew, Michael Kenneth Williams.

California, idos dos anos 70. Doc Sportello (Phoenix), detetive particular, investiga o desaparecimento de uma ex-namorada sua, Shasta Fay (Waterston), sendo seu contato na polícia  o rude Bigfoot  (Brolin).

Anderson parece efetuar uma atualização do estranhamento de Altman com o noir em Um Perigoso Adeus (1973), porém aloprando em seu descaso em tornar didático seu enredo complexo e repleto de personagens e situações absurdas, algo que Altman já sinalizara em seu filme e que o próprio noir já ocasionalmente acenara (em filmes como A Dama de Xangai). Atualização mais no modo intrincado e obscuro que propriamente na época, os mesmos lisérgicos anos 70. Se Altman partira de um autor mais canônico do gênero para trazê-lo aos 70, Anderson apela para um autor de maior reputação literária como Pynchon, única razão para que não se pense se tratar de um mero exercício de zombaria com qualquer expectativa de maior compreensão do que ocorre. Se há uma dimensão subliminar (e as vezes explícita) de humor no filme de Altman, Anderson não apenas não consegue reproduzir o equivalente aqui como ainda realiza um filme impregnado de uma sensação de déja vù, arrastado e cansativo.  Phoenix bem que tenta ser uma atualização carismática de Gould mas o filme soa excessivamente maneirista, algo que sua influência tampouco deixava de ser, mas não ao ponto de praticamente sufocar qualquer interesse pelos personagens e situações postos.  Phoenix foi caracterizado tendo como modelo o Neil Young – que tem duas músicas na trilha – da época em que se passa a ação. Ghoulardi Film Co./IAC Films/Warner Bros.  para Warner Bros.  148 minutos.

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