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terça-feira, 16 de maio de 2017

Filme do Dia: O Grande Mentecapto (1989), Oswaldo Caldeira


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O Grande Mentecapto (Brasil, 1989). Direção: Oswaldo Caldeira. Rot. Adaptado:, baseado em romance de Fernando Sabino. Música: Wagner Tiso. Com: Diogo  Vilela, Débora Bloch, Regina Casé, Cláudio Corrêa e Castro, Luiz Fernando Guimarães, Drica Lopes, Antônio Pedro, Osmar Prado, Jofre Soares, Maurício do Valle.
Jovem errante (Vilela) parte de seu vilarejo para tornar-se padre. Após certo posto para fora da congregação, por evidenciar as intimidades entre seu superior e Peitolina, uma viúva local, provocando uma revolta geral na cidade, ele encontra o cego Elias (Soares), que o batiza como Viramundo. Apaixonado pela filha do governador, defeca na tubulação do ventilador da festa que o mesmo promove. Novamente foragido, é escorraçado de uma plantação de flores por seu proprietário (Corrêa e Castro). Retorna com um amigo (Prado) que conhecera de pouco e corta todas as rosas e as leva para sua amada. Internado em um manicômio, quando de lá sai serve compulsoriamente ao Exército, onde descobre um cavalo falante e que a amada do comandante (Guimarães) já possui como namorado o tenente do pelotão. Expulso do Exército após uma comemoração festiva com a presença do governador, passa um tempo vivendo num prostíbulo, onde torna-se amante de uma das prostitutas (Bloch). A propriedade terá que ser vendida e ele novamente volta à Estrada, onde funda um grupo anárquico que provoca uma breve insurreição.

Mesmo com sua puerilidade inconvenientemente demagógica, o filme de Caldeira possui o mérito de acentuar as relações do personagem com a história e a geografia mineira, além do que seu grau de fantasia sobre a realidade não chega às raias da inverosimilhança completa com que personagens semelhantes são usualmente tratados em filmes como Muito Além do Jardim. Sua narrativa, calcada em sketches, como capítulos de um livro, apresenta ritmo irregular, ainda que geralmente satisfatório (as exceções são a seqüência que se detém sobre Peitolina, excessivamente longa e, principalmente, o final completamente truncado). Um certo tom piegas surge em seus piores momentos, quando seu pretenso humanismo cristão soa inconvincente ou quando apenas macaqueia anti-heróis na tradição de Chaplin e Allen, como na seqüência do treinamento no Exército. Soares e Maurício do Valle, ícones do Cinema Novo, aparecem como coadjuvante e em uma ponta respectivamente. Filmes Gerais/Embrafilme. 101 minutos.

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